quinta-feira, 30 de março de 2023

Com nova composição, Comissão de Anistia retoma julgamentos às vésperas dos 59 anos da ditadura

 

Primeira sessão do colegiado, nesta quinta-feira (30), analisa casos indeferidos na gestão Bolsonaro. Segundo governo Lula, entre 2019 e 2022, 95% dos pedidos de reparação foram negados.

Por Kellen Barreto, TV Globo

 

A Comissão de Anistia, responsável por investigar perseguições durante a ditatura militar no Brasil, realiza nesta quinta-feira (30) a primeira sessão de julgamento com a nova composição, indicada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reunião ocorre às vésperas dos 59 anos do início do regime militar, que começou em 1º de abril de 1964.

Nesta quinta, o colegiado revisa processos indeferidos por governos anteriores, principalmente na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (veja casos abaixo). De 2019 a 2022, segundo o governo Lula, 95% dos pedidos de reparação analisados pela Comissão de Anistia foram negados.

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Com novo regimento, a comissão prevê a possibilidade de recursos e anistia também para coletivos. Além disso, as sessões, que até então eram fechadas, passam a ser abertas e com transmissão pela internet.

Ainda pela primeira vez, a comissão tem entre os integrantes pessoas negras e indígenas. Outra inovação é que o representante do Ministério da Defesa não é militar.

A possibilidade de julgamento coletivo permite anistia para movimentos sociais, povos quilombolas, indígenas, coletivos LGBTQIA+ e outros grupos, mas não prevê reparação econômica. A comissão, no entanto, pode determinar a tomada de providências por outros órgãos.

 

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