Até
bem poucos dias atrás os profissionais de saúde que trabalham nas Upas e
Hospitais do Estado trabalhavam em relativa paz, pois embora não sejam
concursados tinham a consciência que se cumprissem seus horários e fizessem seu
trabalho conforme a lei e o contrato continuariam em seus postos de trabalho.
Muitos
trabalhadores já estão atuando nessas Unidades de Saúde há mais de 20 anos,
fizeram vários treinamentos, conhecem bem as rotinas, são altamente
qualificados, isso reflete diretamente na assistência prestada aos pacientes.
Entretanto
já tem alguns dias, cerca de 60 dias que a Secretaria Estadual de Saúde iniciou
um processo de demissões em alto número, injustificado, de forma abrupta, o que
surpreendeu a todos e está preocupando a sociedade maranhense, pois em muitos
Estabelecimentos o número de profissionais já é insuficiente e com as demissões
a situação pode ser mais agravada.
Em
reunião realizada dia 9 de setembro com todos os Sindicatos representantes de
trabalhadores da Saúde, SINFARMA, SEEMA Sindsaúde e SINTAEMA o secretário de
saúde explicou sobre a necessidade de reorganização de perfil em algumas
unidades que terão os serviços ajustados até para otimizar o atendimento em
alguns municípios, durante a reunião o secretário fez uma explanação da
situação de algumas Unidades de Saúde e explicou essa necessidade.
Todavia,
não é dessa readequação que estamos falando, e as demissões que assustam não
estão acontecendo nessas Unidades também, ao contrário, as demissões de que
falamos estão ocorrendo em Unidades com alta demanda e que não tem ninguém para
substituir os profissionais que saem, o que está afetando diretamente a população,
como aconteceu na UPA Itaqui Bacanga.
Existem
muitas especulações sobre a finalidade dessas demissões, entre as teorias uma
seria para barganhar votos para as eleições municipais, outra que uma nova
empresa entraria no lugar da empresa que está gerindo esses hospitais e que
essa empresa atual iria dar um calote trabalhista nos funcionários, como
aconteceu com a ICN, CORPORE e Biosaúde, esta desviou 40 milhões dos cofres
públicos da saúde. Mas, seja qual for a razão, é preciso a SES analisar e rever
essas demissões em massa, é preciso também estabelecer um diálogo que seja
fundamentado na racionalidade, pois isso está gerando instabilidade nos
ambientes de trabalho, uma vez que os funcionários estão de plantão e muitos
simplesmente são surpreendidos, convidados para uma “conversa” e dali já estão
demitidos sem razão pra isso.
Os
profissionais mobilizam-se e organizam-se junto à suas Entidades Sindicais para
que haja esse entendimento com a SES o mais breve sobre esse assunto e se
encontre uma solução para essa triste situação que não é boa nem para pacientes
nem para trabalhadores.
Nenhum comentário:
Postar um comentário