O ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva reiterou, nesta sexta-feira (17), diante do novo diretório
nacional do PT, a orientação de que o partido deve ter candidatos próprios no
maior número possível de cidades importantes nas eleições municipais deste ano.
No entanto, em conversas reservadas com dirigentes do partido, Lula tem dito
que se dá por satisfeito se o PT encabeçar as chapas em dez capitais.
Rio de Janeiro, onde o
partido negocia com o PSOL de Marcelo Freixo, e Porto Alegre, que tem Manuela
d’Ávila (PCdoB) como principal nome da esquerda, não estão na lista do
ex-presidente. Segundo dirigentes petistas, Lula quer que o PT tenha candidatos
próprios em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Manaus, Teresina,
Aracaju, Natal e Cuiabá.
De acordo com lideranças
petistas, o discurso de Lula sobre o maior número possível de candidaturas tem
como alvo a base petista e caráter estratégico. O ex-presidente não quer que o
partido entregue ‘barato’ o apoio a aliados em cidades tão importantes quanto
Rio e Porto Alegre. Segundo um dirigente, Lula tem dito que “aliança não é
rendição”. Portanto, o PT deve apresentar candidatos para depois, se for o
caso, negociar a retirada para composição de alianças.
O ex-presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Divulgação)
O ex-presidente reiterou a
orientação durante reunião do diretório nacional do PT que escolheu a nova
comissão executiva do partido, em São Paulo. A presidente do partido, Gleisi
Hoffmann, disse que a expectativa é que este ano o PT eleja mais prefeitos do
que em 2016, quando o partido sofreu uma das piores derrotas eleitorais de sua
história.
“Estamos em um processo de renovação
de quadros. Por isso em muitas cidades teremos candidatos novos que podem se
eleger ou se fortalecer para as próximas eleições. A gente espera que nesta
eleição o PT eleja mais prefeitos do que elegeu em 2016. O quadro é diferente,
o partido recuperou muito a relação com a sociedade”, disse ela.

