Após
a execução de mais um auxiliar penitenciário temporários – o segundo em menos
de uma semana (reveja)
-, a categoria se reuniu e lançou uma carta pública à sociedade maranhense.
No
documento, eles detalham as precárias condições de trabalho, denunciam assédio
moral, ameaças de presos, e relatam a tensão que é, todos os dias, ir ou voltar
do trabalho.
Leia
abaixo:
CARTA
DOS SERVIDORES CONTRATADOS DO SISTEMA PRISIONAL DO MARANHÃO.
Nós
somos contratados, temos matrícula estadual, mas somos constantemente ameaçados
de exoneração, 3 faltas por exemplo nos exoneram e saímos sem direito algum, já
que o contrato é sem CLT. Auxiliares Penitenciários são os “ponta de lança”
entram em celas, algemam e fazem a condução da pior raça que existe na face
desta Terra, isto é, os “vítimas da sociedade” segundo os direitos humanos.
Pagamos
nosso fardamento que custa: Auxiliares Penitenciários R$ 570,00, Agentes
Penitenciários 1.140,96 reais e somos cobrados a prestar conta do valor INTEGRAL
todos os dias, porém, o auxílio fardamento para os Agente e Auxiliares
temporários é pago em parcelas, ou seja, a SEAP restituirá o dinheiro do
fardamento, em 12 vezes de 57,00 reais para Auxiliares e 95,08 reais para
Agentes.
Ameaças
dos internos contra nós servidores é constante, e com isso, a nossa paz vai
acabando, vida social não existe mais, vivemos em constante tensão, e não temos
nenhum apoio da secretaria. Tuberculose é rotina, servidores afastados são
dezenas, com doenças psicológicas do tipo, depressão, síndrome do pânico e
outras.
O
local é insalubre, porém, nós temporários não temos direito a insalubridade,
não temos direito a risco de vida e adicional noturno, nós servidores desta
categoria somos impedidos de utilizarmos armamento fora do nosso ambiente de
trabalho e com isso, ficamos refém da criminalidade.
No
caminho de ida ao trabalho e retorno para casa, o que nos resta é contar com a
sorte, ou seja, orar para que não sejamos reconhecidos por uma dessas “vítimas
da sociedade” beneficiados pela saída temporária, pois eles sempre andam
fortemente armados, mas nós, representantes do Estado, não recebemos sequer uma
agulha da SEAP, para nos defendermos dos vários ataques que estamos sofrendo,
primeiro foi a tentativa de homicídio do Auxiliar Anderson Bernardes no final
do ano passado e agora em um intervalo de sete dias, ceifaram covardemente a
vida dos Auxiliares Penitenciários Carlos Augusto e Antônio Magno.
Se esquecemos
algo, pedimos perdão, pois hoje o nosso coração está sangrando em decorrência
das mortes prematuras dos nossos irmãos de farda. Queremos justiça, melhores
condições de trabalho, um melhor salário, pois já se fazem mais de 4 anos que
não se tem um reajuste, pedimos uma posição dos governantes urgentemente.
Atenciosamente,
Agentes
e Auxiliares Temporários do Maranhão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário