O
monumental lixão a céu aberto, de Tuntum, planejado pela oligarquia que se
encontra no poder, há décadas, certamente não objetiva torná-lo uma das “sete
maravilhas do mundo” rebaixando uma das sete já existentes. No mínimo se pode
afirmar que, por incompetência ou demagogia, o lixão vem sendo alimentado com
rejeitos inclusive hospitalares proporcionando um crescimento geométrico
obstruindo estradas vicinais e até um cemitério [Tangerina], que a população
assiste com profunda tristeza e perplexidade. Veja só! Nem os mortos jazem na
eterna paz aguardando a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo no dia do
arrebatamento. Pasmem!
O
único sentido que se pode abstrair é a formação e manutenção de um fenomenal
laboratório microbiano, a menos de 2 km da zona periférica do centro da cidade,
coisa de tresloucado. Isso é um sério problema de saúde pública! É um crime
ambiental que só acontece em “terra de ninguém”! O povo de Tuntum é um povo
impávido; tem grandeza; não merece tal humilhação! Até o riacho que nos tempos
bucólicos tinha águas límpidas própria para o banho e para alimentar os animais
tornou-se um bolsão de dejetos.
Aqui
trago o poema que motiva a obstinação:
NO
CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI
Na
primeira noite eles se aproximam
e
roubam uma flor
do
nosso jardim.
E
não dizemos nada.
Na
segunda noite, já não se escondem:
pisam
as flores,
matam
nosso cão,
e
não dizemos nada.
Até
que um dia,
o
mais frágil deles
entra
sozinho em nossa casa,
rouba-nos
a luz e,
conhecendo
nosso medo,
arranca-nos
a voz da garganta.
E
já não podemos dizer nada.
Eduardo
Alves da Costa
Cabe
dizer que ”JACARÉ PARADO VIRA BOLSA”
É
bom deixar claro que nem tudo está perdido, pois quem é o dono da “bala de
prata” é o povo! As eleições se aproximam, com o seu voto, o povo mandará para
o ostracismo político todos os malfeitores. É esperar para ver.








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