O chapéu é milenar cuja origem data do ano 2000 a.C., idealizado na
Antiga Grécia como objeto de proteção da cabeça nas freqüentes viagens. Com o
passar de incontáveis gerações o chapéu foi ganhando novas formas, atavios e
popularidade. Na atualidade é comum o uso indumentário do chapéu de palha em
apresentações culturais e outros hábitos, os quais, são mais dominantes no meio
das pessoas simples e menos aquinhoadas.
Essa base da pirâmide social sempre é o alvo daqueles políticos
inescrupulosos por achar que a necessidade domina seus instintos naturais, os
tornando presas fáceis para massa de manobra. O olhar desses políticos frios e
calculistas diante dessa camada social é fugaz tal qual o olhar de um gato
ladrão.
Tomem cuidado,
senhores!
O golpe começa com um tapinha nas costas; abraços e beijos nas crianças,
depois suspende e a coloca aos ombros; entra casa a dentro, do pobre, e toma
uma xícara de café do bule que tá esquentando encostado nas trempes com brasa;
por fim, com gestos de compadrio toma-lhe o CHAPÉU DE “PAIA”, coloca na cabeça
e sai cheio de usura e espreita.
Olhem aos redores e vejam O HOMEM DO CHAPÉU DE “PAIA”, velho oligarca,
que não tá nem aí para o funcionalismo público municipal, incluindo os
contratados; nem aí para o lixão a céu aberto, a menos de 2 km da periferia da
cidade, emitindo alto índice de poluentes microbianos na cidade e arredores;
nem aí para a construção de um matadouro obedecendo critérios técnicos e
ambientais além de desonerar o preço da carne; nem aí para enxugar a folha de
pagamento expurgando fantasmas e reclassificando quem trabalha com salários
justos em dia; nem aí pra reverência aos mortos e suas famílias limpando e
estruturando os cemitérios onde jazem em sono eterno; nem aí para tudo ... É um
descalabro total!
Esse seu doutor ainda se dá ao luxo de pôr um CHAPÉU DE “PAIA” na cabeça,
esbanjando um devaneio incomum e tentando transparecer um homem do povo. Esse gesto
não engana mais ninguém. O chapéu já foi símbolo de nobreza: Charlie Chaplin,
notável comediante britânico, usava chapéu compulsivamente.
Portanto deixe de engalobar o povo!
O chapéu merece
respeito!

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