terça-feira, 28 de julho de 2020

O HOMEM DO CHAPÉU DE “PAIA”


O chapéu é milenar cuja origem data do ano 2000 a.C., idealizado na Antiga Grécia como objeto de proteção da cabeça nas freqüentes viagens. Com o passar de incontáveis gerações o chapéu foi ganhando novas formas, atavios e popularidade. Na atualidade é comum o uso indumentário do chapéu de palha em apresentações culturais e outros hábitos, os quais, são mais dominantes no meio das pessoas simples e menos aquinhoadas.

Essa base da pirâmide social sempre é o alvo daqueles políticos inescrupulosos por achar que a necessidade domina seus instintos naturais, os tornando presas fáceis para massa de manobra. O olhar desses políticos frios e calculistas diante dessa camada social é fugaz tal qual o olhar de um gato ladrão.

Tomem cuidado, senhores!

O golpe começa com um tapinha nas costas; abraços e beijos nas crianças, depois suspende e a coloca aos ombros; entra casa a dentro, do pobre, e toma uma xícara de café do bule que tá esquentando encostado nas trempes com brasa; por fim, com gestos de compadrio toma-lhe o CHAPÉU DE “PAIA”, coloca na cabeça e sai cheio de usura e espreita.

Olhem aos redores e vejam O HOMEM DO CHAPÉU DE “PAIA”, velho oligarca, que não tá nem aí para o funcionalismo público municipal, incluindo os contratados; nem aí para o lixão a céu aberto, a menos de 2 km da periferia da cidade, emitindo alto índice de poluentes microbianos na cidade e arredores; nem aí para a construção de um matadouro obedecendo critérios técnicos e ambientais além de desonerar o preço da carne; nem aí para enxugar a folha de pagamento expurgando fantasmas e reclassificando quem trabalha com salários justos em dia; nem aí pra reverência aos mortos e suas famílias limpando e estruturando os cemitérios onde jazem em sono eterno; nem aí para tudo ... É um descalabro total!

Esse seu doutor ainda se dá ao luxo de pôr um CHAPÉU DE “PAIA” na cabeça, esbanjando um devaneio incomum e tentando transparecer um homem do povo. Esse gesto não engana mais ninguém. O chapéu já foi símbolo de nobreza: Charlie Chaplin, notável comediante britânico, usava chapéu compulsivamente.

Portanto deixe de engalobar o povo!

O chapéu merece respeito!




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